Todos sabem que a linha de modelos clássicos da Triumph, junto com as aventureiras, é a responsável por boa parte das vendas da marca mundialmente. Essa marca provocou uma revigorada tanto na oferta como a demanda por motos de estilo clássico, afinal nunca saem de moda e influenciam até a concorrência, vide o que a Royal Enfield faz atualmente especialmente no Brasil. Os indianos tiveram aqui um ano muito positivo, em 2025 aumentaram a sua participação de mercado em 80% com cerca de 31.000 motos emplacadas. Todo o catálogo dela é calcado em variantes retrô, porém eles concentram os esforços no segmento entre 350 e 650cc enquanto que a Triumph, excetuando as 400cc, trabalha em cima da plataforma da Bonneville com motores a partir de 900cc. Só que após o lançamento da Classic 350 em 2022, a Royal Enfield começou a deixar para trás a imagem de produto barato, e estamos falando pejorativamente. A antecessora dessa moto, a Classic 500, era um produto sofrível, desatualizado e com performance que deixava a desejar. Porém novas plataformas foram desenvolvidas e se elas ainda pecam um pouco por serem motos pesadas perante o que os novos motores entregam de potência e torque, já dá para perceber refinos no projeto de engenharia, mais recursos eletrônicos disponíveis (painéis que emparelham com celulares e visualização de roteiro via GPS por exemplo) e acima de tudo, são baratas, agora falando positivamente.

Andar numa Royal Enfield de 650cc, na prática, perante o público, chama tanta a atenção quanto andar numa Triumph Bonneville de 900 ou 1.200cc. Esse consumidor abre mão do degrau tecnológico e de acabamento que separam as duas linhas de produtos para andar em algo de tanta chinfra e que cabe melhor o seu bolso. Na tabela de abril de 2026, para uma moto de 350cc da Royal Enfield a pessoa começa a gastar entre R$ 19.990,00 e R$ 25.990,00. Subindo para as 650cc, as etiquetas começam em R$ 33.990,00 pedidos pelas Bear 650 e chegam a R$ 37.490,00 na Super Meteor 650. Na Triumph, a T100, a Bonneville mais em conta sai por a partir de R$ 57.690,00, mesmo valor pedido pela Scrambler 900. No topo do catálogo está a Scrambler 1200XT que custa a partir de R$ 82.490,00. Até abril, a Bonneville mais cara, a Bobber, custa a partir de R$ 72.490,00. Por tabela, se a Triumph é posicionada como um produto de categoria mais alta, a situação não a fez dormir à sombra dos louros. Com uma parceria com a também indiana Bajaj, os ingleses investiram nas 400cc meio que para atacar a sua concorrente no flanco mais embaixo, de entrada, para fidelizar o cliente, unindo estilo e preço mais em conta.

Também estão dando uma renovada na sua linha de clássicas de motor maior dentro de um plano geral que pode chegar a 13 lançamentos em 2026, contendo ainda as edições especiais Alpine Edition e Desert Edition para as aventureiras Tiger 900 e 1200 apresentadas em março de 2026, a Street Tripel 765RS e a Trident 800 entre as esportivas, atualizações na família com motor 660 (Tiger Sport, Trident e Daytona), as Tracker 400 e Thruxton 400 e as novas versões das Bonneville Bobber e Speedmaster que ganharam uma bela festa de lançamento no centro antigo de São Paulo, no Formosa Hi-Fi. Esse é um bar para ouvir música de alto gabarito, tocado no vinil e foi instalado na antiga galeria Formosa, que tem uma passarela subterrânea atravessando a Rua Cel. Xavier de Toledo, entre o que era a antiga loja de departamentos Mappin e o Shopping Light, em frente ao Teatro Municipal. O perfil da casa, que mescla a preservação do clássico, possível de ver no piso, corrimões e acabamento em mármore originais da sua estrutura com toda uma arquitetura moderna das luminárias de teto, espelhou com perfeição o conceito das novas Bobber e Speedmaster. Clássicas, porém com tudo de moderno e funcional para você, a priori, não ficar na mão, ou a pé. A Triumph chegou a montar uma exposição de modelos históricos que, em uma das extremidades, contava com a Gaijin, a Speed Twin 1200 customizada pela Shibuya Garage vencedora mundial do concurso Triumph Originals de 2025.

Olhando para essa coleção, chegamos então aos dois modelos que estarão nas lojas da Triumph entre abril e maio de 2026. Ambas ganharam tanque de 14l e ficaram com aspecto mais musculoso salientado ainda mais pelos pneus montados nas rodas raiadas de 16” tanto na frente como na traseira. As duas compartilham o motor bicilíndrico paralelo de 1.200cc sendo que o da Bobber, que pesa 250kg em ordem de marcha, anda com 77cv a 6.100rpm e torque máximo de 10,81kgf.m a 4.000rpm enquanto que o da Speedmaster (265kg) gera 78cv a 6.000rpm e 10,81kgf.m a 3.750rpm. O câmbio de ambas tem seis velocidades. A Triumph disponibilizou o piloto automático em ambos os modelos por conta do perfil estradeiro, para serem usadas em longas viagens, inclusive colocaram assentos maiores nas duas, também levando em consideração o maior conforto. O conjunto de suspensões de ambas na dianteira possui garfos Showa invertidos de 47mm de diâmetro e 90mm de curso e na traseira a Bobber tem um monoshock Kayaba com 77mm de curso e a Speedmaster usa um RSU com link e 77mm de curso. De freio, ambas contam com discos de 310mm na dianteira e 255mm na traseira usando pinças Brembo e Nissin. Elas ganharam ABS e controle de tração otimizados para garantir melhor segurança em curvas. Essas motos contam com dois modos de condução. A Speedmaster, que tem pedaleiras mais avançadas e retráteis, recebeu um guidão mais largo. A Triumph pede R$ 71.990,00 pela Speedmaster e R$ 72.990,00 pela Bobber, as duas contam com intervalo de revisões de 16.000km ou 12 meses e 2 anos de garantia de fábrica.

Onde achar:

Triumph

www.triumphmotorcycles.com.br