Vai bem em qualquer lugar

Foi todo um esquema. A Yamaha preparou um terreno mais que especial para lançar a nova Lander. A sua moto de uso misto de 250cc foi apresentada no Botanique, hotel de luxo encravado nas montanhas de Campos do Jordão (SP). A região reunia o que de melhor pode se ter para mostrar as capacidades dessa moto. Estradas de asfalto e de terra, curvas e trilhas dos mais variados estilos, um sobe e desce para mostrar toda a performance da máquina. O conforto e estilo do hotel meio que foi usado para dar um paralelo especial ao lançamento. O que a Yamaha fez. Ela tinha a Lander original que precisava receber uma repaginada porque a Honda havia também dado um toque na sua XRE300. Também viram que poderiam ser mais eficientes na linha de produção. No seu catálogo o fabricante tinha também a Ténéré 250, que usa a mesma base da Lander. Concentraram então a mira do cliente para um único modelo resgatando alguns detalhes da XT660. Com essas três pontas na mão, foram fazer pesquisa para saber o que o dono do dinheiro preferiria. Na matriz no Japão havia quem acreditasse que o consumidor votasse num estilo mais ligado à Ténéré, mas ao final deu o que se vê nas fotos. A nova Lander está mais para uma XT660 menor. Todo o desenho foi desenvolvido no Brasil e é bem capaz dele ser oferecido para outros mercados da América Latina. O motor continua o mesmo 250cc flex que gera de 20,7 a 20,9cv (gasolina/etanol) aos 8.000rpm e torque de 2,1kgf.m a 6.500rpm tanto faz o tipo de combustível. A estrutura geral do quadro foi redesenhado para que a moto recebesse o tanque maior de 13,6l (com tampa estilo aeronáutico) e o assento que agora tem dois níveis. A suspensão continua a mesma com garfos de 41mm na dianteira e curso de 220mm e na traseira um conjunto de monoamortecimento com curso de 204mm e ajustável na compressão. A moto é calçada com novos pneus Metzeler Tourance que tem desenho um pouco mais on-road e de freios a nova Lander possui um disco simples de 245mm na dianteira com duplo pistão assistido por ABS e um disco de 203mm e pinça simples na traseira sem ABS. A frente ganhou um farol novo e um conjunto de dois para-lamas, um rente à roda e um maior em estilo bico de pato. O painel é de LED e tem desenho igual ao que já se encontrava na Lander anterior, as informações é que foram revistas. Agora ele fornece dados de consumo imediato e médio. No geral o desenho da moto agrada bastante, ela deu uma encorpada que a deixa mais musculosa, com porte maior que o que se espera de uma 250. Subindo nela deu para perceber que o banco é alto, ele tem 875mm de altura, sendo que a altura mínima do solo é de 270mm. A geometria entre pedaleiras, banco e guidão foi muito bem estudada. Não há problema nenhum em ficar em pé nas  pedaleiras e o banco largo, meio poltroninha, se para os mais baixinhos interfere um pouco na hora de colocar os pés no chão, em compensação garante mais conforto numa viagem mais longa. A densidade da espuma aparentemente permite ficar em cima desta moto em seguidas etapas de 250km sem cansar. O roteiro oferecido pela Yamaha tinha cerca de 150km e nem nas partes feitas em estradinhas de terra, bem sinuosas, o desenho do banco interferiu na mudança de posicionamento do corpo. Imprimindo um ritmo de condução mais para o rápido, essa Lander mostrou um comportamento bem esperto. Não deve ter muita diferença para a rival de 300cc da Honda. O motor de comando de válvulas simples sobe de giros bem rápido. Mas bem que merece uma sexta marcha. Como colocaram o suporte da câmera (uma recém lançada GoPro Hero 7 Black) bem no meio do painel, não deu para acompanhar muito bem os dados de velocidade e giros. Mas para sempre deu para perceber que ela estava falando meio que alto além da conta já para manter 110-120km/h. No fora de estrada, brincando bem com a moto, deu para fazer tudo em terceira contando com um boa dose de torque para atacar nas saídas de curvas. Não tivemos como fazer medições de consumo, mas nos falaram que a Lander estava fazendo uma média acima de 30km/l alto, mesmo no uso mais atacado.  Das suspensões não foi visto nenhum dado em especial. O comportamento foi muito bom, não houve momento algum que sentíssemos o curso delas chegarem ao seu final. E a surpresa veio dos pneus. Eles agarram muito bem na terra e no asfalto pode ser aplicada uma inclinação atrevida até, sem sentir alguma oscilação indesejável. Mérito também do trabalho das suspensões. A Yamaha estabeleceu o preço de R$ 16.990,00 pela nova Lander, um valor bem atraente perante os R$ 18.200,00 pedidos pela Honda XRE300 e os R$ 18.690 pedidos pelas versões Rally e Adventure da mesma moto. A Yamaha mostrou também uma linha de opcionais como bauletos com capacidade de 33 e 35l, para-brisas e proteção lateral. As cores são o tradicional azul, a versão branca e a em preto.

Onde achar:

Yamaha

www.yamaha-motor.com.br

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