Motorola One Vision

Por acaso no mesmo período pudemos ficar com um Motorola One Vision que no mercado tem preço parelho e se destina ao mesmo perfil de comprador. Tirando as promoções mais agressivas é pedido em média R$ 1.750,00 tanto por um como pelo outro. A oportunidade foi bem válida para comparar dois aparelhos que são dois dos melhores entre os modelos intermediários e muitas vezes substituem bem e com muito menos custo os topo de linha Samsung S10 ou iPhone X. Em dimensões o Samsung é mais parrudo, tem tela de 6,7”enquanto que no Motorola é de 6,3”. Contudo o Samsung é mais fino com 7,9mm e o Motorola possui 8,7mm. O Samsung com 164mm é maior no comprimento em relação ao Motorola que mede 160mm. A diferença de peso é de 3g sendo 180g para o One Vision e 183g para o A70, ou seja, são dois aparelhos bem leves. Os dois celulares tem boa capacidade de armazenamento interno de 128GB e aceitam cartões para algo extra. O Samsung vem com processador Exynos 9609 que é mais rápido que o Qualcomm Snapdragon 675 usado no Motorola. Em termos de memória de RAM o Samsung A70 vem com 4GB enquanto que no Motorola One Vison são 6GB. Na velocidade apesar do Samsung ter quatro canais de memória, o dobro do concorrente, o Motorola é ligeiramente mais rápido funcionando com 2.000MHz enquanto que no A70 é de 1.600MHz. Na prática os dois são muito equivalentes. No Motorola como usa um Android puro, não existe uma pasta onde se guarda as fotos e vídeos. A captação invariavelmente é arquivada na nuvem da Google e isso nos deu um problema. Por um descompasso ao fazer o arquivamento na nuvem, o conteúdo foi corrompido e perdemos três entrevistas feitas na Labace. Para evitar esse problema é preciso baixar um aplicativo que possibilite guardar imagens, documentos e vídeos no próprio celular. No Samsung não existe esse problema, ele já vem com uma galeria para esse fim. O Samsung tem tela Amoled, coisa que o Motorola não tem. As imagens são mais vívidas, o branco é ligeiramente mais alvo. Contudo a captação de imagens do Motorola se mostrou melhor, o contraste e balanceamento dos brancos teve melhor performance. Ambos os celulares conseguem mostrar as imagens em proporção de cinema, mas área total de tela é melhor aproveitada no Motorola, o Samsung permanece com uma borda preta maior na sua base. Para compensar o Samsung tem um sistema por meio de reconhecimento de face que deixa a tela sempre ativa. 

Samsung A70

O A70 possui três câmeras traseiras, a principal de 32MP (f/1.7), a grande angular secundária de 8MP (f/2.2) e uma terceira de 5MP (f/2.2) que funciona como ferramenta de guia de foco. Tem boa resolução apesar da constatação de muito ruído nas imagens feitas com baixa luminosidade e ao dar o máximo de zoom, os objetos na imagem fica com aspecto de líquido. A câmera do Samsung trabalha com sensibilidade ISO 100 até 800. As duas do One Vision com 48Mp (f/2.2) e de 5Mp (f/1.7) funcionam melhor, pois tem sistema de estabilização inexistente no Samsung e o programa Night Vision que é um modo HDR automático garante imagens bem bacanas em determinadas situações quando não existe muitos planos pretos contrastando com outros coloridos. A câmera frontal do Samsung A70 com 32Mp é bem melhor que a do One Vision que tem 25MP. De qualquer forma ambos ainda não são câmeras de foto ou vídeo. O acabamento das imagens ainda fica devendo. Mas para a visualização na internet e no próprio celular, eles quebram um bom galho. Um grande ponto a favor do Samsung está na bateria de 4.500mAh que promete ultrapassar as 28h de uso contínuo enquanto que o concorrente aguenta de 18 a 24h. Deixamos o Samsung ligado mas sem usá-lo e a bateria aguentou dois dias e meio. Como o Motorola ele possui dispositivo de carregamento rápido. O Motorola, partindo do vazio, em 1h conseguiu carregar 73% e 100% em 2h10m plugado na tomada 110V usando o que eles chamam de TurboBoost. O Samsung em 1h já tinha carregado 85% da bateria e os 100% chegaram em 1h53m. Em cerca de meia hora já há boa dose de energia para continua trabalhando. Mas bem que os dois modelos poderiam ter recarga por indução, o sistema começa a ficar cada vez mais popular entre os carros e que garante energia em menos tempo e elimina o uso de uma tomada de USB que pode ser usada para outros fins e também ajuda na limpeza com a eliminação de fios nos consoles dos automóveis. Falando no uso em carros, enquanto ambos trabalham bem no pareamento via Bluetooth, para espelhamento da tela e de recursos sendo manipulados diretamente  no sistema de info entretenimento do veículo o Samsung tem uma desvantagem. O cabo que vem de fábrica tem plugue tipo C nas duas pontas. Ele é cerca de 10x mais rápido do que o USB, entretanto é raro ver um carro com tomada C. Então é preciso recorrer a um adaptador, que no mercado paralelo custa cerca de R$ 120,00. Só que nem isso nem a compra de um cabo diferente pode resolver a questão. Os cabos da Samsung tem dentro quatro sub-cabos e suas respectivas conexões. Se na ponta não tiver uma tomada que conecte esses quatro terminais, alguns recursos não vão funcionar, entre elas o espelhamento no sistema de info entretenimento do carro. Testamos com outros cabos de outros modelos da  própria Samsung e nada de fazer a coisa funcionar.  Um cabo específico, oficial da Samsung, para essa função custa R$ 100,00. Situação semelhante ocorreu no Motorola. Quando usamos um cabo genérico (que por sinal servia no Samsung), não conseguimos fazer o espelhamento. Pelo menos, o cabo que vem com o One Vision tem conector USB numa das pontas e com ele foi possível fazer o espelhamento. Dai tínhamos na tela as informações de Google Maps, Waze e dentro de um complicado modo de operar, dava para ver as mensagens de texto do Whatsapp. Essa questão dos cabos é um mistério da natureza. Não existe explicação do porquê um cabo de boa procedência, contudo genérico, funciona para conectar o celular no computador e não no carro. Também não se sabe qual tecnologia de Marte faz com que um cabo de um aparelho da mesma marca não funcione em outro e nem qual a razão ainda não se aboliu essa história de ter que conectar um cabo para fazer o espelhamento da tela em carros. Isso nem o Google explica. Os dois celulares tem desbloqueio por impressão digital que funcionou melhor no Motorola, apesar deste ter o sensor na traseira, o que às vezes é mais desajeitado de usar, como por exemplo, deixando o aparelho deitado numa mesa. O Samsung A70 se mostrou um celular que a grande vantagem está na resistente carga de bateria. Em alguns recursos o Motorola One Vison se mostrou superior, mas não tem a mesma grife da Samsung de carona no sucesso e fama do S10. Mas este, de modo racional, vale muito mais que o seu irmão ponta de linha. Pois em três anos, com o dinheiro que será gasto num S10, muito provavelmente dará para comprar de dois a três aparelhos da mesma categoria do A70 com as plausíveis atualizações que o fabricante dará.

Onde achar:

Samsung

www.samsung.com.br

Motorola

www.motorola.com.br

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